sexta-feira, 20 de junho de 2008
Marketing Pessoal – E a Arte da Negociação
Segundo o consultor William Ury, fundador e diretor do curso de Negociação da Harvard Business School, e considerado um dos maiores especialistas do mundo no assunto, em entrevista à revista Exame (agosto de 2006), saber negociar é talvez a principal competência necessária a qualquer executivo.
A partir desta premissa, é fácil entender porque é fundamental todo profissional aprimorar sua capacidade de negociação como parte da estratégia de marketing pessoal, para projetar uma boa imagem no mercado.
Então vamos entender como proceder em uma negociação para obtermos êxito. O principal atributo de um bom negociador é ouvir o outro lado e entender quais são seus reais interesses. Esta não é uma tarefa tão fácil, pois normalmente quando as pessoas se envolvem em uma negociação, cada um fica pensando em seus próprios interesses e como resolver seus problemas.
O que o consultor William Ury defende é uma postura justamente oposta a esta. Negociar deveria ser um exercício de ajudar a resolver o problema alheio, em contrapartida, o outro lado acaba resolvendo o nosso problema.
Dois componentes são imprescindíveis como qualidades de um negociador: primeiro sua capacidade de comunicação interpessoal, para que possa perceber os sinais sutis, verbais e não verbais que esteja recebendo de seu interlocutor; e segundo, a flexibilidade, que ajuda muito em todo processo de negociação. Posturas muito rígidas acabam criando resistências.
Na comunicação interpessoal é preciso estar atento aos sinais que estamos recebendo. Após uma proposta, se estivermos prestando bastante atenção, poderemos perceber se o outro concordou ou não conosco, se está disposto a ceder ou não, mesmo antes dele afirmar isto. Devemos observar se há congruência entre o que a pessoa está dizendo com sua mensagem não verbal.
A flexibilidade é também uma arte, pois devemos sempre iniciar uma negociação com certa margem para negociar, caso contrário, você poderá ficar em dificuldade para realizar o negócio. Manter-se, também, muito atento aos interesses, desejos e necessidades do outro negociador, e saber ser flexível no momento certo.
Por exemplo, numa negociação de compra, se o cliente pede a um vendedor um desconto e este rápido e facilmente fornece todo o desconto que tem direito, isto vai gerar uma desconfiança no comprador, que então possivelmente pedirá mais descontos, e neste caso o vendedor estará em apuros. Poderá inclusive perder a venda com uma atitude desta. É preciso valorizar cada momento em que for flexível e tiver que ceder em uma negociação.
Portanto, sugerimos a todos os profissionais que desenvolvam sua capacidade de negociação como parte de seu plano de marketing pessoal, pois a imagem de bom negociador fortalecerá também sua imagem profissional. Todos querem trabalhar com bons negociadores, e toda empresa precisa de bons negociadores em seu quadro funcional.
Dúvidas e sugestões
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Marcos Bicudo - Diretor da Mexichem e Presidente da Amanco Brasil
São Paulo, 11 de junho de 2008 - Após várias aquisições nos últimos dois anos, o grupo mexicano especializado em química e petroquímica Mexichem, prepara a reestruturação dos negócios. As áreas agrícola e de geotêxteis terão operações independentes, informou o diretor da Mexichem e presidente da Amanco Brasil, Marcos Bicudo.
Entrevista concedida às repórteres Juliana Elias e Rita KaramSão Paulo, 11 de junho de 2008 - Após várias aquisições nos últimos dois anos, o grupo mexicano especializado em química e petroquímica Mexichem, prepara a reestruturação dos negócios. As áreas agrícola e de geotêxteis terão operações independentes, informou o diretor da Mexichem e presidente da Amanco Brasil, Marcos Bicudo. As operações do grupo na área agrícola — que atendem, entre outros, projetos de irrigação — serão reunidas na Mexichem Soluções Agrícolas (MSA), e a Mexichem Geotêxteis, incorpora a mais recente aquisição no Brasil, a Fiberweb Bidim.
A fabricante de produtos em não-tecido que atende também o setor calçadista, deixará essa operação para se concentrar nos geotêxteis, contou Bicudo nesta entrevista exclusiva para a Gazeta Mercantil. Os dois negócios devem ter este ano cerca de 2% do faturamento do grupo cada um. Em 2007 o Mexichem teve receitas de US$ 2,35 bilhões. Desse total, a Amanco respondeu por US$1,2 bilhão.
Com a separação, cada negócio poderá ganhar maior agilidade no desenvolvimento, enquanto a Amanco se especializa na produção de tubos e conexões. Nesse ramo, se coloca o desafio de alcançar a liderança do mercado brasileiro. No Brasil a expectativa é de que a Amanco cresça 25% este ano sobre os US$ 340 milhões de 2007.
Gazeta Mercantil - A Mexichem comprou a Fiberweb Bidim, no Brasil, em maio último. Qual a estratégia para a companhia?
Marcos Bicudo - A Bidim é a empresa líder na América do Sul em aplicações geotêxteis (mantas contínuas de fibras ou filamentos com diversos usos, entre eles como filtro que permite a passagem de água e impede a de sólidos) usadas em infra-estrutura, drenagem e impermeabilização. Além disso, seus produtos de não-tecidos atendem também a indústria calçadista. Vamos sair do setor calçadista e focar nos geotêxteis. A Amanco já atuava nesta área na Colômbia. A aquisição faz parte da filosofia de liderança na América Latina. Na realidade, estamos criando três unidades de negócio dentro do grupo. Uma delas seria essa divisão de geotêxtil e a outra a agrícola que são soluções para irrigação, e a parte de tubos e conexões para condução de fluídos. A área agrícola já tínhamos no Brasil. Geotêxtil é a primeira vez, mas o gerenciamento dessa unidade vai ficar na Colômbia. E a Amanco vai separar a parte agrícola, em que atuava, para se especializar em tubos e conexões. Para isso, será criada a Mexichem Soluções Agrícolas (MSA), que responderá ao mesmo diretor da Mexichem.
GZM - Quando a nova empresa começa a atuar?
Marcos Bicudo - No caso do Brasil, em 1º de agosto. O responsável pela divisão está na Argentina, onde deverá ser estabelecida a base. A Mexichem adquiriu lá a Dripsa, em janeiro, que passou a centralizar a MSA. Temos também operação no Chile, desde abril. No Brasil só não estamos operando ainda, basicamente, por burocracia.
GZM - O negócio agrícola representa quanto da receita da Amanco hoje?
Marcos Bicudo - Da Amanco Brasil é 11%. Em 2008, a MSA Latino-américa responderá por 6% das vendas de todo grupo Amanco e 2% de todo grupo Mexichem. A expectativa da MSA é encerrar o ano com faturamento de US$ 70 milhões.
GZM - Quanto vocês têm do mercado de irrigação?
Marcos Bicudo - No Brasil, 32%. E deve crescer com essas mudanças.
GZM - E como ficará a operação de geotêxteis?
Marcos Bicudo - Compramos aqui da Bidim, e a Amanco já tinha operação na Colômbia, que chamava Amanco Geotêxteis. Mas o nome deve mudar, porque vai passar para a Mexichem.
GZM - Qual o valor dessa operação?
Marcos Bicudo - Não temos esse número porque é uma operação que não tinha aqui, mas a Bidim faturava o equivalente a US$ 30 milhões. A Colômbia cerca de US$ 20 milhões. É um mercado com tendência de crescimento. Infra-estrutura em países em desenvolvimento é uma oportunidade, desde o México até Venezuela e Peru. Com a operação no Brasil e na Colômbia, podemos também exportar.
GZM - O grupo Mexichem fez diversas aquisições nos últimos anos, Qual é a meta?
Marcos Bicudo - O Mexichem é muito arrojado. Sua base histórica está na indústria petroquímica. É o maior produtor de resina de PVC da América Latina. Tem uma capacidade de um milhão de toneladas ao ano. Faz desde a produção de cloro e soda (matérias-primas para resina de PVC). Quando adquiriu a Amanco, quis verticalizar sua cadeia, com a principal aplicação do PVC, que são tubos e conexões e respondem por 50% de toda a resina de PVC consumida. A estratégia é dominar não só a produção da resina, mas também da principal aplicação. Além do grupo Amanco, a Mexichem adquiriu também a Petco (Petroquímica Colombiana), para assegurar esse domínio. Estrategicamente, era importante uma presença física nesse setor, na Colômbia, porque a resina não pode viajar muito. Hoje, os grandes pólos produtivos do grupo são México, Colômbia e Brasil.
GZM - Qual a estratégia para a Amanco Brasil?
Marcos Bicudo - O Brasil, que é o maior mercado latino-americano, é talvez o único país onde a Amanco não possui a liderança. O País representa 30% dos negócios do grupo Amanco, tem o maior volume de vendas e rentabilidade. É a prioridade número um da Amanco e da Mexichem, e tem sido privilegiado em investimentos pelo grupo.
GZM - Há planos para abastecer o grupo com produção própria de resina?
Marcos Bicudo - Não, não tem.
GZM - Qual a participação da Amanco no mercado brasileiro?
Marcos Bicudo - Não tem uma medida oficial para o nosso setor. Dependemos muito dos dados dos fabricantes de resinas, do Instituto do PVC e da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico). Nós estimamos que a participação da Amanco esteja em 24%. Em 2006, tínhamos 19%. A Plastubos tem 8%, o que dá uma posição consolidada do grupo Mexichem de 32% no País.
GZM - E qual é a meta?
Marcos Bicudo - Nossa meta é a liderança no médio prazo, três anos, sendo conservador. Em 2008 queremos chegar a 27%.
GZM - Quais as ações para alcançar esse objetivo?
Marcos Bicudo - São três pilares estratégicos. O primeiro é ter uma marca reconhecida. No mercado brasileiro, ao contrário do que se possa imaginar, a marca exerce uma influência forte sobre algo que vai atrás da parede. Dois terços do consumidor — seja ele um profissional, um pedreiro, um encanador, um arquiteto — leva mais em consideração a marca ao adquirir um tubo ou conexão em PVC. Então é importante para nós, em primeiro lugar, ter uma marca reconhecida.
GZM - Quanto foi investido nessa estratégia nos últimos três anos?
Marcos Bicudo - Já investimos US$ 24 milhões. Em 2008, iremos aplicar mais US$ 11 milhões em mídia eletrônica.
GZM - Quais são os outros dois pilares para o crescimento?
Marcos Bicudo - O segundo é inovação. Este é um mercado carente de inovação. Em 2006 lançamos o Amanco PPR, um polipropileno para água quente, em 2007 trouxemos o Silentium, que são tubos para esgoto em edificações de mais alto padrão, e neste ano estamos focando um pouco a área de saneamento. Temos uma nova tecnologia, chamada Novafort, que são tubos corrugados para a rede de esgoto público com maior resistência e menor peso, o que facilita a aplicação.
GZM - Essas tecnologias são desenvolvidas no Brasil?
Marcos Bicudo - São todas desenvolvidas por meio de uma parceria tecnológica que temos com a Wavin, número um na Europa em tubos e conexões de PVC.
GZM - A compra pela Mexichem não trouxe tecnologia para esses desenvolvimentos?
Marcos Bicudo - A aplicação de tubos e conexões não era a especialidade deles. A grande oportunidade é que pela primeira vez vai se ligar a área de pesquisa e desenvolvimento de uma empresa transformadora à de uma produtora de resina. Aí sim criaremos oportunidades de inovação.
GZM - Qual é o terceiro pilar para crescer no Brasil?
Marcos Bicudo - O de serviços. Nossa estratégia é capacitar os profissionais, hoje um grande problema da construção civil brasileira. Temos, por exemplo, uma parceria nacional com o Senai, que oferece cursos em todos os estados brasileiros.
GZM - E quais os planos para a Plastubos?
Marcos Bicudo - A Plastubos só opera no Brasil. A base é Minas Gerais. É uma empresa regional que vamos expandir nacionalmente, com o intuito de ser a terceira do Brasil na área. Vamos focar a marca naquele um terço de consumidores que, ao chegar a um ponto-de-venda, mesmo conhecendo as marcas, está disposto a mudar se tiver uma boa oferta de qualidade e preço. Hoje não há nenhuma empresa, fora a Tigre e a Amanco, que tenha portfólio completo e esteja em todos os pontos-de-venda do Brasil. Existem 58 fabricantes de tubos espalhados pelo País, mas nenhum, fora estas duas, com presença nacional.
GZM - Como se divide o mercado de tubos de PVC?
Marcos Bicudo - O maior volume está em esgoto, em segundo água fria e em terceiro o PPR para água quente, que ainda é dominado pelo cobre. Nossa idéia é exatamente aumentar a pizza da resina plástica, trazer inovação para brigar com outras aplicações, não necessariamente com o próprio PVC.
GZM - Vocês pretendem focar em algum nicho ou padrão específico?
Marcos Bicudo - O mercado de tubos e conexões abrange basicamente três segmentos: irrigação, predial e infra-estrutura. No Brasil o predial, vale 75% do mercado. Se a empresa é líder no predial, consequentemente é líder de mercado. É aí que está o nosso grande desafio.
GZM - Como se divide a demanda hoje?
Marcos Bicudo - No mercado de construção, 83% está na autoconstrução, no volume formiguinha. É o consumidor que vai fazer uma lage ou criar mais um cômodo. Esse é o negócio brasileiro. A gente se ilude com os IPOs (oferta pública inicial de ação) e as grandes construtoras, mas representam 17% do mercado.
GZM - Não há uma tendência de inversão?
Marcos Bicudo - Os incentivos para o mercado formal são o crédito e os juros baixos. O Brasil agora é grau de investimento, tem menos risco, a construção vai andar bem. Indiscutivelmente. Mas a alavanca é a melhoria da renda. Cerca de 40% das famílias brasileiras ganha menos de dois salários mínimos. O déficit imobiliário brasileiro é de 8 milhões de residências. O que precisa é ou aumento de renda ou crédito fácil.
Marcos Bicudo - O faturamento da Amanco Brasil em 2007 foi de US$ 340 milhões, nossa estimativa é crescer em torno de 25%. A Plastubos tem alvos mais agressivos, por vir de uma base regional. O faturamento em 2007 foi de aproximadamente R$ 100 milhões, e o objetivo é crescer 40%.
GZM - Quanto essa operação de tubos cresceu dentro do grupo Mexichem, depois das aquisições?
Marcos Bicudo - Dos US$ 2,35 bilhões da Mexichem em 2007, US$ 1,12 bilhões é do Grupo Amanco. É o principal negócio da Mexichem hoje. A tendência é representar mais no futuro.
GZM - E as resinas?
Marcos Bicudo - Representam cerca de 32% do total do grupo. Tem mais 18% da fluorita, um mineral aplicado na produção de gases refrigerantes. A Mexichem detém a maior reserva mundial de fluorita. É 12% de toda a fluorita que está disponível no planeta. Todas as minas européias se esgotaram.
GZM - O Brasil está investindo em infra-estrutura e o saneamento deve crescer. O crescimento que vocês esperam para este ano vem disso?
Marcos Bicudo - O predial continua sendo o maior segmento, de 75%. Daí vem o nosso principal crescimento. Mas com o marco regulatório do saneamento, com os recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), já prevíamos essa oportunidade, e lançamos as novas linhas para esgoto. Mas tomamos essa decisão há 18 meses. O segmento de infra-estrutura ainda é subdesenvolvido na parte de tubos e conexões. Tem muito potencial. O investimento histórico do PIB em saneamento básico não chegava a 0.1%. Com os recursos do PIB ele vai a 0.2%, o que já é algo, embora o ideal seja 0.6%. É o que a ONU recomenda para países em desenvolvimento.
GZM - A Amanco tem capacidade para elevar produção?
Marcos Bicudo - Estamos trabalhamos com 75% da capacidade instalada, o que nos dá plena condição para suprir as projeções de mercado para 2008 e 2009.fonte- Gazeta Mercantil.
Marketing Pessoal – E a Arte da Negociação
Segundo o consultor William Ury, fundador e diretor do curso de Negociação da Harvard Business School, e considerado um dos maiores especialistas do mundo no assunto, em entrevista à revista Exame (agosto de 2006), saber negociar é talvez a principal competência necessária a qualquer executivo.
A partir desta premissa, é fácil entender porque é fundamental todo profissional aprimorar sua capacidade de negociação como parte da estratégia de marketing pessoal, para projetar uma boa imagem no mercado.
Então vamos entender como proceder em uma negociação para obtermos êxito. O principal atributo de um bom negociador é ouvir o outro lado e entender quais são seus reais interesses. Esta não é uma tarefa tão fácil, pois normalmente quando as pessoas se envolvem em uma negociação, cada um fica pensando em seus próprios interesses e como resolver seus problemas.
O que o consultor William Ury defende é uma postura justamente oposta a esta. Negociar deveria ser um exercício de ajudar a resolver o problema alheio, em contrapartida, o outro lado acaba resolvendo o nosso problema.
Dois componentes são imprescindíveis como qualidades de um negociador: primeiro sua capacidade de comunicação interpessoal, para que possa perceber os sinais sutis, verbais e não verbais que esteja recebendo de seu interlocutor; e segundo, a flexibilidade, que ajuda muito em todo processo de negociação. Posturas muito rígidas acabam criando resistências.
Na comunicação interpessoal é preciso estar atento aos sinais que estamos recebendo. Após uma proposta, se estivermos prestando bastante atenção, poderemos perceber se o outro concordou ou não conosco, se está disposto a ceder ou não, mesmo antes dele afirmar isto. Devemos observar se há congruência entre o que a pessoa está dizendo com sua mensagem não verbal.
A flexibilidade é também uma arte, pois devemos sempre iniciar uma negociação com certa margem para negociar, caso contrário, você poderá ficar em dificuldade para realizar o negócio. Manter-se, também, muito atento aos interesses, desejos e necessidades do outro negociador, e saber ser flexível no momento certo.
Por exemplo, numa negociação de compra, se o cliente pede a um vendedor um desconto e este rápido e facilmente fornece todo o desconto que tem direito, isto vai gerar uma desconfiança no comprador, que então possivelmente pedirá mais descontos, e neste caso o vendedor estará em apuros. Poderá inclusive perder a venda com uma atitude desta. É preciso valorizar cada momento em que for flexível e tiver que ceder em uma negociação.
Portanto, sugerimos a todos os profissionais que desenvolvam sua capacidade de negociação como parte de seu plano de marketing pessoal, pois a imagem de bom negociador fortalecerá também sua imagem profissional. Todos querem trabalhar com bons negociadores, e toda empresa precisa de bons negociadores em seu quadro funcional.
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Marketing Pessoal e Motivação
A vida de todo profissional é recheada de momentos difíceis, desafios, pressões de todos os lados. O sucesso é o troféu a ser conquistado, e para trilhar o caminho que nos leva ao sucesso, precisamos estar sempre motivados. Mas como nos manter motivados, pessoal e profissionalmente, a despeito de todos os contratempos, dificuldades e pressões de nossa vida cotidiana?
É preciso desenvolver a capacidade de auto-motivação. Saber levantar o “astral” quando as coisas não estão boas e se manter motivado independente dos acontecimentos.
Os principais componentes que influenciam nossa motivação são:
· nosso estado de espírito interior;
· o ambiente em que estamos inseridos em nossa vida pessoal e no trabalho;
· acontecimentos externos que ocorrem independente de nossa vontade.
Nosso estado de espírito depende de nós mesmos e é o componente que mais podemos influenciar. Neste sentido, existem algumas dicas importantes que ajudarão a nos manter motivados.
Ter objetivos e metas claras – quando sabemos exatamente o que queremos, onde queremos chegar, e o tempo e as tarefas que teremos de executar, fica bem mais fácil nos mantermos motivados, pois, apesar dos sacrifícios, nos orientamos pelo desejo de alcançar nossos objetivos.
Mantenha o bom humor – está provado que as pessoas bem humoradas são mais motivadas. De certa forma, as tarefas tornam-se mais fáceis de serem realizadas quando estamos felizes e bem humorados, este estado de espírito ajuda a motivação.
Crie o hábito da motivação – devemos nos manter numa postura sempre de alto astral, fazer as coisas com entusiasmo, manter uma atitude positiva e andar de cabeça erguida, mesmo na presença de algum contratempo. Há uma inter-relação entre nosso estado de espírito e nosso comportamento, um influenciando o outro reciprocamente. Se você andar de cabeça baixa e ombros caídos certamente a tendência é tornar-se desanimado. Mas, se mesmo diante de acontecimentos difíceis, você permanecer com atitude firme e altiva, conseguirá manter sua motivação e seu bom astral.
O ambiente em que estamos inseridos também é fundamental para nossa motivação. Neste caso é melhor nos acostumarmos a influir positivamente no ambiente, do que deixar que o ambiente influa em nosso estado de espírito.
Algumas dicas para manter a equipe de trabalho ou seu ambiente familiar bem motivado.
Mostre que você faz parte do time – esteja sempre presente, comunique-se, troque idéias, ouça as pessoas, leve em conta os interesses das pessoas com quem convive.
Elogie as pessoas – o elogio é um grande fermento para a auto-estima. Todos gostam de ser reconhecidos e elogiados. Neste sentido o elogio serve como um grande meio de motivar as pessoas. Mas cuidado! Para ser positivo e realmente motivar as pessoas, o elogio precisa ser sincero. Elogie o desempenho das pessoas, sua aparência, ou alguma área de sua vida pessoal ou profissional que mereça elogio.
Transmita confiança – em sua interação, tanto no ambiente de trabalho como em suas relações familiares, procure transmitir confiança, entusiasmo, atitude positiva, certeza no futuro. Estes comportamentos acabarão por influenciar positivamente os outros, fazendo com que você se torne um motivador de pessoas.
Muitos acontecimentos externos também têm o poder de influenciar nossa motivação. Pode ser uma crise na empresa, problema familiar, dificuldade financeira, problemas de saúde, etc.. O que devemos fazer é sempre olhar estes acontecimentos pelo lado positivo.
Conhece a historia do copo com água pela metade? Os pessimistas dizem que ele está meio vazio e os otimistas dizem que ele está meio cheio. Então todos os acontecimentos têm algum lado positivo. Se você perdeu o emprego, por exemplo, eis aí uma ótima oportunidade de repensar sua vida, fazer algo diferente, e conseguir um emprego até melhor do que o anterior. Muitas vezes uma derrota pode nos dar lições que terão um impacto extremamente positivo em nossas vidas. Pense nisso.
Concluímos que, no processo de desenvolvimento de nosso marketing pessoal, é fundamental aprendermos a arte da motivação. Desta forma, conseguiremos motivar a nós mesmos para trilharmos o caminho do sucesso, ainda que em momentos difíceis, e também motivar a todos que convivem conosco.
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Marketing – Plano Estratégico para Pequenas Empresas
Por solicitação de uma leitora – Pâmela -, que quer viabilizar um negócio familiar, vou detalhar um plano de marketing para uma pequena empresa de serviços, que funciona numa cidade do interior e está precisando aumentar significativamente seu faturamento.
É uma empresa que presta serviços de conserto de eletro eletrônicos, aparelhos como: televisores, rádios, DVD´s, computadores, etc.
Atualmente a divulgação da empresa restringe-se a uma propaganda esporádica em rádio local, e também utilizam o cartão de visita, quando solicitados pelos clientes.
Uma boa vantagem competitiva desta empresa, é que praticamente não têm concorrentes, visto que apenas duas empresas informais concorrem com eles na região.
Em função desta realidade, podemos iniciar a elaboração de um plano de marketing. Vamos definir alguns aspectos deste plano.
1- criar uma marca e uma logomarca;
2- definir os serviços que fornecerão ao mercado em função das necessidades dos clientes, e não da empresa;
3- criar um folheto ou panfleto para divulgar a empresa no mercado;
4- desenvolver parcerias;
5- organizar o cadastro de clientes antigos;
6- criar um cadastro de clientes em potencial;
7- criar um telemarketing;
8- criar um sistema de correspondência;
9- criar o roteiro de marketing da empresa;
10- montar o plano estratégico.
· Crie uma marca e uma logomarca para a empresa, para se posicionar no mercado frente à concorrência. O objetivo é que esta empresa possa se tornar uma “referência” para os clientes desta região na prestação de serviços em eletro-eletrônicos. Elabore um slogan (frase), que sintetize a principal qualidade da empresa, ou a principal necessidade dos clientes. Por exemplo: “CONSERTO DE ELETRO ELETRÔNICOS COM RAPIDEZ E QUALIDADE SOMENTE NA XYZ“.
· Defina um conjunto de serviços que possam ser percebidos pelos clientes como benefícios, que façam uma diferença relevante, na hora da contratação dos serviços, em relação aos concorrentes. Por exemplo: prazo de entrega, prazo de pagamento, busca de equipamento com defeito no local, ou outros aspectos que possam satisfazer os clientes.
· Elabore um panfleto ou folheto, com a relação de todos os serviços prestados, e a descrição da forma de trabalhar da empresa. Crie um material com boa qualidade visual, mas dentro das condições financeiras da empresa. Relacione todos os serviços oferecidos, realce os benefícios em relação aos clientes, e coloque logomarca, slogan e telefone bem destacados. Este folheto deverá ser divulgado frequentemente, em locais estratégicos, nos comércios tipo: padarias, mercearias, lojas em geral.
· Desenvolva parcerias, com empresas e pessoas que possam estar sempre lhe indicando novos clientes. Certamente existem vários profissionais e empresas de prestação de serviço que estão constantemente em contato com os mesmos tipos de clientes que sua empresa atende. Troque favores com estas empresas ou profissionais autônomos, para que possam indicar clientes mutuamente. Combine o pagamento de uma comissão, se for o caso, e forneça frequentemente uma certa quantidade de cartões de visitas e folhetos para estes parceiros. Certamente, com o tempo, eles se tornarão uma fonte importante de novos negócios.
· Organize seu cadastro de clientes, num computador ou mesmo num fichário, de forma a colocar todas as informações sobre estes clientes, e os serviços que já foram prestados no passado a eles. Crie o hábito de fazer contato com certa periodicidade com estes clientes, para saber se estão precisando de algum serviço. Isto é telemarketing.
· Elabore um cadastro de clientes em potencial, que possam vir a precisar dos serviços de sua empresa. Por exemplo: se a empresa faz manutenção de computador para um determinado tipo de comércio, certamente outros comerciantes iguais àquele têm problemas similares, porque não contactá-los e oferecer estes serviços?
· Crie um telemarketing para sua empresa, para contactar estes clientes em potencia e os antigos. O telemarketing é simplesmente uma rotina de ligações telefônicas que você deverá criar em sua empresa para fazer contatos comerciais. Escreva um pequeno roteiro do que irá falar, e como irá oferecer os serviços. Importante! Evite tentar vender por telefone, simplesmente coloque sua empresa à disposição daquele cliente em potencial, e combine de remeter um folheto com sua relação de serviços e o telefone de contato. Certamente, no dia que aquele cliente precisar, ele irá lhe procurar.
· Utilize um sistema de correspondência para enviar periodicamente mensagem aos seus clientes, pode ser inclusive via e-mail, por ser mais econômico. A correspondência serve de apoio ao telemarketing, os dois são complementares.
· Crie um roteiro de atividades relacionadas à propaganda e promoção da empresa, para ser incorporado às tarefas do dia a dia. Defina uma pessoa responsável pelo setor de marketing, e inclua todas estas ações às tarefas a serem realizadas habitualmente. Marketing é hábito. Deve ser feito todo dia, da mesma forma que a faxina da loja, a contabilidade e o serviço bancário.
· Ponha tudo no papel e transforme estas ações em seu plano estratégico de marketing. Se possível faça um livrinho, documente, para que periodicamente possam avaliar os resultados. Inclua neste documento os itens abaixo:
* defina os objetivos da empresa para os próximos anos;
* qual o faturamento pretendido;
* quantos funcionários terão;
* que investimentos pretendem fazer nos próximos anos;
* que sonhos pretendem realizar a partir do sucesso da empresa;
* outros objetivos e metas.
O objetivo deste plano estratégico é sempre estar apontando um caminho, mostrando onde a empresa quer chegar e motivar a todos, principalmente nos momentos mais difíceis.
Como se pode ver, todo esse conjunto de idéias e ações propostas é facilmente implantável em qualquer pequena empresa a um custo mínimo. São conceitos que funcionam de verdade. Foram úteis no passado a milhares de pequenas empresas, e certamente serão úteis no presente e no futuro a todos os pequenos negócios que precisam se estabelecer no mercado, e não dispõem de grandes recursos para fazer a promoção de seu nome.
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A vida de todo profissional é recheada de momentos difíceis, desafios, pressões de todos os lados. O sucesso é o troféu a ser conquistado, e para trilhar o caminho que nos leva ao sucesso, precisamos estar sempre motivados. Mas como nos manter motivados, pessoal e profissionalmente, a despeito de todos os contratempos, dificuldades e pressões de nossa vida cotidiana?
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Os principais componentes que influenciam nossa motivação são:
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Nosso estado de espírito depende de nós mesmos e é o componente que mais podemos influenciar. Neste sentido, existem algumas dicas importantes que ajudarão a nos manter motivados.
Ter objetivos e metas claras – quando sabemos exatamente o que queremos, onde queremos chegar, e o tempo e as tarefas que teremos de executar, fica bem mais fácil nos mantermos motivados, pois, apesar dos sacrifícios, nos orientamos pelo desejo de alcançar nossos objetivos.
Mantenha o bom humor – está provado que as pessoas bem humoradas são mais motivadas. De certa forma, as tarefas tornam-se mais fáceis de serem realizadas quando estamos felizes e bem humorados, este estado de espírito ajuda a motivação.
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O ambiente em que estamos inseridos também é fundamental para nossa motivação. Neste caso é melhor nos acostumarmos a influir positivamente no ambiente, do que deixar que o ambiente influa em nosso estado de espírito.
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Transmita confiança – em sua interação, tanto no ambiente de trabalho como em suas relações familiares, procure transmitir confiança, entusiasmo, atitude positiva, certeza no futuro. Estes comportamentos acabarão por influenciar positivamente os outros, fazendo com que você se torne um motivador de pessoas.
Muitos acontecimentos externos também têm o poder de influenciar nossa motivação. Pode ser uma crise na empresa, problema familiar, dificuldade financeira, problemas de saúde, etc.. O que devemos fazer é sempre olhar estes acontecimentos pelo lado positivo.
Conhece a historia do copo com água pela metade? Os pessimistas dizem que ele está meio vazio e os otimistas dizem que ele está meio cheio. Então todos os acontecimentos têm algum lado positivo. Se você perdeu o emprego, por exemplo, eis aí uma ótima oportunidade de repensar sua vida, fazer algo diferente, e conseguir um emprego até melhor do que o anterior. Muitas vezes uma derrota pode nos dar lições que terão um impacto extremamente positivo em nossas vidas. Pense nisso.
Concluímos que, no processo de desenvolvimento de nosso marketing pessoal, é fundamental aprendermos a arte da motivação. Desta forma, conseguiremos motivar a nós mesmos para trilharmos o caminho do sucesso, ainda que em momentos difíceis, e também motivar a todos que convivem conosco.
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Para fisgar cliente, TV de plasma e móveis
Leandro Costa
O aquecimento do setor imobiliário e o aumento da concorrência, com condomínios aparecendo em todos os lugares, têm levado incorporadoras a adotar práticas mais comuns no setor de varejo para atrair clientes para seus empreendimentos e aumentar suas vendas. São as famosas promoções.
Para tentar influenciar a decisão de compra nos consumidores, essas empresas têm oferecido brindes no momento da assinatura do contrato, ou móveis gratuitamente, ou até grandes descontos no valor da unidade.
Entre os brindes mais comuns estão os eletroeletrônicos, como aparelhos de DVD, home theaters e os televisores de plasma e LCD, que, em termos de equipamento televisivo, são o sonho de consumo de boa parte da população.
Na Even incorporadora a primeira ação desse tipo foi realizada em 2006, com o mote da Copa do Mundo, segundo relata o diretor de Incorporação da empresa, João Azevedo. “Desde então passamos a fazer isso com freqüência. Só televisores de plasma já distribuímos mais de 300.”
Na visão de Azevedo, fazer promoções é importante para atrair a atenção dos clientes, para que eles vejam seus empreendimentos com melhores olhos. “Hoje vivemos um momento de competição muito alta. O cliente abre um jornal, uma revista e vê mais de 50 anúncios diferentes, por isso é importante oferecer algo a mais que o motive a vir a conhecer o que você está vendendo.”
Azevedo diz que o brinde não é fator decisivo para um cliente comprar um imóvel, mas dá um “empurrãozinho” naqueles que já estão propensos ao negócio: “De fato ninguém sai de casa com o intuito de comprar uma TV e acaba comprando a casa, mas se temos 200 pessoas que estão estudando a compra, e oferecemos algo assim, com certeza muitos vão aproveitar a oportunidade e fechar contrato.”
Foi o que aconteceu com a funcionária pública Adriana Peres. Ela e o marido procuravam um imóvel e ficaram em dúvida entre duas unidades bastante parecidas. “Os dois eram similares em preço, metragem, etc”, diz ela.
Nesse sentido, o que pesou para o casal optar por comprar uma unidade no empreendimento da Even foi a televisão de LCD de 42 polegadas que o corretor da empresa ofertou como brinde.
“A princípio ficamos meio descrentes, pois trata-se de um aparelho cujo valor é elevado (segundo Azevedo, os prêmios costumam custar entre 0,5% e 1% do valor total do imóvel), mas em pouco tempo, e mesmo antes de recebermos as chaves, o que acontecerá em outubro deste ano, já recebemos o prêmio”.
CASA MOBILIADA
Morar na casa própria era o maior sonho da professora Fátima do Santos. Ela e seu marido já estavam pesquisando havia um tempo e se interessaram por quatro empreendimentos na região de Diadema, no ABC paulista.
Entre as opções que tinham, acabaram dando preferência a um imóvel da Tenda, que já estava em fase de acabamento.
Ao término do processo de compra, Fátima foi informada que iria receber como presente os móveis dos quartos e da cozinha. “Já estávamos felizes com o atendimento e com o apartamento. Essa notícia foi uma bela e grande surpresa”, conta Fátima.
O diretor-executivo da Tenda, André Vieira, diz que oferecer móveis e pisos para a casa como brinde é uma prática comum na empresa há alguns anos: “Trata-se de um bom artifício de vendas; ajuda a atrair pessoas e assim ampliar nossas vendas.”
Fátima receberá as chaves de seu apartamento em 90 dias e os móveis serão instalados 45 dias após a entrega.
METADE DO PREÇO
Na Stan Desenvolvimento Imobiliário, a promoção para os clientes que comprarem uma de suas unidade é a possibilidade de concorrer a um desconto de cerca de 50% no valor total do apartamento, o que equivale a um prêmio de R$ 63 mil.
Segundo o diretor-executivo da empresa, André Neuding Filho, o resultado da ação foi o aumento sensível na quantidade de pessoas que visitaram o empreendimento - que foi lançado em março, na zona sul da capital paulista.
Neuding explica que essa foi a primeira iniciativa desse gênero que a empresa desenvolveu, mas garante que a Stan pretende realizar mais promoções como essas.
“Só não garantimos que será no mesmo formato, pois acreditamos que cada empreendimento é destinado a um tipo diferente de público, que demanda outro tipo de ação.”
FREQÜÊNCIA
De um modo geral, as empresas não definem uma freqûencia padrão para disparar essas promoções. Comumente elas aparecem no momento do lançamento e quando o movimento de vendas começa a apresentar retração.
“Tentamos monitorar esse volume e agir quando ele começa a cair”, explica Vieira da Tenda.“Nos últimos anos temos concentrado essas ações nos meses de janeiro, quando o mercado sofre uma ressaca, e em julho. Nas demais épocas elas [AS PROMOÇÕEE]são realizadas quando acontece de as vendas caírem ”, complementa Azevedo, da incorporadora Even.
fonte- Estadão.